Divaga��es...
  

Como deve ser uma declaração de amor

Declarações de amor têm que ter pegada. Sim, pegada. Elas têm que ter a marca e a cara do declarante. Porque senão soam falsas. Elas são simples de fazer, quando ainda estão nas nossas cabecinhas. Mas colocar no papel ou desembuchar frente a frente com o amado... Ai.
Declarações de amor têm que ser lúdicas sem ser bregas. Não podem rimar, não podem suscitar dupla interpretação, não podem deixar margens às dúvidas.
Declarações de amor têm que falar, sim, de amor e de sentimento, sem pudores, sem meias-palavras, sem censuras mas também sem sandices, porque ninguém quer um amor louco (no sentido ruim da palavra louco).
Declarações de amor podem ser feitas em apenas uma frase. Ou não. Afinal, quem disse, quem decretou que declarações de amor só podem ser feitas em forma impressa? Flores são declarações de um belo amor. E nem exigem palavras rebuscadas. Abrir a porta do carro para a mulher amada... quer melhor declaração de, se não for amor, pelo menos apreço? Um telefonema despretensioso apenas para saber se a dor de cabeça cessou, se os problemas no trabalho amainaram, a tristeza diminuiu, a saudade deu uma trégua, sim, são declarações de amor.
Nem tudo se resume a palavras, apenas. Se bem que um EU TE AMO sempre é bem-vindo. Seja escrito em um blog, seja dedilhado em um violão, seja gritado de dentro de um ônibus em movimento, seja simplesmente rabiscado em um guardanapo sujo de bar, seja sussurrado no ouvido durante uma palestra, seja através de uma troca de olhares que tão cedo não sairá da cabeça.



Escrito por Sardas às 11h11
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Eu tenho pressa

Eu não tenho calma para esperar placidamente por aquilo que a vida pode me traz. Eu tenho medo de não ter tempo de viver tudo o que quero, o que sonho. Eu quero viver em uma casa com cachorros, de frente para o mar, com todos os que amo perto de mim. Eu quero ver lugares bonitos, eu quero conhecer pessoas interessantes, eu quero dançar, quero cantar, talvez um dia aprender a me equilibrar sobre uma prancha de surf. Eu quero aprender a administrar meus medos, para que a noite seja apenas escura na aparência. Eu preciso aprender a sofrer menos e entender que nem tudo o que hoje me machuca vai continuar por muito tempo. E que a dor só é vencida completamente quando alguém segurar a minha mão. Eu quero ser mais tolerante, menos impaciente, mais alegre. Mas eu tenho pressa. Pressa de viver. Parece que por mais que eu inspire, nunca é suficiente o ar que inunda a minha vida.



Escrito por Sardas às 09h30
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