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Feliz Ano Novo
Eu sei que pareço uma criatura sem coração! Não mando cartão de Natal nem de Ano Novo. Raramente mando torpedos desejando que o Natal seja luminoso e que o Ano Novo seja repleto de realizações. Nunca ligo para dizer o quanto vocês foram importantes no ano que passou e o quanto quero que continuem presentes na minha vida nos próximos anos. Sim, eu sou uma pessoa desalmada, praticamente o Grinch. Mas isso não quer dizer que não tenho todos esses desejos de menina boazinha no coração. Quero imensamente que vocês todos, sem exceção, sejam cada vez mais felizes. Que continuem meus amigos. Que continuem me aturando. Que continuem saudáveis. Que tenham paz, que tenham alegria, que conservem suas amizades, seus empregos, sua sanidade mental (rsrsrs), seus amores e esperanças, que aqueçam seus corações com belas palavras, belos entardeceres, bons sentimentos, grandes alegrias. Desejo que vocês tenham o que desejam, simplesmente na medida do ideal, para que a vida lhes sorria não só nos próximos 365 dias, mas por toda a sua existência. Perdoem essa criatura aparentemente sem coração. Acreditem. Ele está aqui, batendo por todos vocês, sempre.
Feliz 2007!!!!
Escrito por Sardas às 16h52
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Eu, apenas eu
Quando amo de verdade, mostro a minha alegria como se fosse alegoria. Se apaixonada estiver, então corro feito louca pelos corredores do meu cérebro, tentando não esbarrar nos desavisados neurônios em depressão. Sou verdadeira, expulso os sentimentos do meu coração, sejam eles quais forem. Não sei esconder. Nem tristeza nem alegria. Tento não dar esporro em quem não tem nada a ver com a minha tristeza. Mas quero sempre incluir os que amo nas minhas alegrias. Não sei se sou única. Por vezes, sou comum. Em outras, estranha. Bem humorada, cara amarrada. Sou várias - não confunda com duas caras - mas bem resolvida. Quando me decepciono, choro. Quando perco alguém - para a vida ou para a morte -, choro. Quando sinto saudades, choro. Muito. Sempre. Quanto estou feliz, gargalho. Corro à mesa do bar, reúno os amigos, canto, danço, me embalo e embriago nesse sentimento. Sou cheia de erros, que tento consertar. Busco os acertos, muitas vezes sem sucesso. Me decepciono comigo mesma, me emburro e deixo de falar sozinha, para não ter diálogo com essa que me magoou. Não perco minha metade moleca, gosto de correr na chuva, comer brigadeiro de colher, sentar no colo, chorar escondida atirada na cama. Manipulo minha metade mulher, para não ser fatal demais, nem insossa por excelência. Brigo com os cabelos, os pés, as sardas, as lágrimas. Consumo exageradamente oxigênio e adrenalina. Me inspiro em fatos isolados. Não morro mais de amores, talvez só de saudades. Não quero mais algo pequeno, virei exigente quando amadureci. Não quero ser uma, quero ser A. Deixei de me preocupar com o que os outros pensam já há tempos. Continuo me preocupando todos os dias com aqueles que amo. Esqueci aniversários, recadinhos de amor, botei fora cartas, e-mails e cartões. Mas não esqueci o principal: que sozinha, não sou eu. Só sou eu com os que amo.
Escrito por Sardas às 20h00
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