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A minha luz
Apaguei as luzes como quem apaga o sentimento vivo dentro do coração. Levemente, meus dedos tocaram o interruptor e a escuridão passou a ser a minha realidade. Desde aquele dia, a luz me é algo distante. Quase inatingível. Por breves instantes me alimento dela, e assim sorrio. Renasço, me alimento, carrego forças como quem prepara infinitas provisões para um longo inverno. E aí tudo se apaga. Desde aquele dia, luto pela luz dentro de mim. Luto para achá-la, resgatá-la, luto para que ela me preencha, luto para que ela não me abandone. Desde aquele dia, o meu riso se modificou. Ser inteira me é tão difícil, ainda que tente, ainda que queira. Desde aquele dia, a dor é maior. A tristeza não passa. Permaneço de olhos abertos na escuridão. Esperando. Que a minha luz volte.
Escrito por Sardas às 13h30
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