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Escrito por Sardas às 19h22
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É pouco...

Não me basta mais apenas te ver de longe. Não me basta mais apenas um toque, apenas uma carícia, apenas um sentido. Quero todos, todos os sentidos. Quero te cheirar, te amar, te beber aos poucos como bebida cara. Não me basta que me digas o quanto me queres. Preciso sentir que é verdade. Não me basta apenas a vontade, é preciso o desejo total e irrestrito de nós dois. Não me basta...



Escrito por Sardas às 18h58
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Eu sou aquela que dança a música do Madagascar sozinha, com os braços pra cima, cantando alto
Eu sou aquela que ama demasiadamente
Eu sou aquela que, quando criança, odiava tirar foto porque odiava o seu cabelo vermelho – e hoje o ama
Eu sou aquela que chora quietinha, sentindo como se toda a dor da alma estivesse explodindo no peito
Eu sou aquela que faz confidencias, que guarda segredos, que adora ouvir uma boa história, que segura na mão enquanto o outro chora
Eu sou aquela que pode ser meiga ou leoa, depende de como será tratada
Eu sou aquela que adora sentar em frente ao mar, no final de tarde, praia vazia, sol se pondo, sentindo o gosto de quero mais
Eu sou aquela que tem esperança
Eu sou aquela que ama o país onde mora
Eu sou aquela que topa qualquer parada, desde que seja com as pessoas certas
Eu sou aquela que chora de saudades dos pais, dos irmãos, dos amigos
Eu sou aquela que agradece a Deus – não tanto quanto deveria – por tudo de bom que tem
Eu sou aquela que entra no orkut feliz por ver, pelo menos ali, os seus queridos amigos que estão tão tão longe, suas fotos, suas conquistas, seus filhos, seus amores
Eu sou aquela que ama cachorros
Eu sou aquela que quer viajar o mundo
Eu sou aquela que passa batom sempre – a cor mostra o estado de espírito
Eu sou aquela que sabe que muito mais está por vir – e acredita que será bom
Eu sou aquela que deseja a paz mundial, mas não levanta bandeiras e, no fundo, no fundo sabe que isso é impossível
Eu sou aquela que acaricia, ama, beija, abraça e deseja
Eu sou humana, eu erro, eu espero, eu sonho, eu luto, eu peço perdão, eu sinto saudades, eu sinto tristeza, eu quero, eu desejo, eu amo
Eu sou assim...



Escrito por Sardas às 10h25
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Depois de um certo tempo, aprendi que ser eu mesma era muito fácil. Bastava... ser!!! Ou melhor, bastava apenas assumir o que eu era, o que eu sou. Sem me preocupar em agradar outra pessoa que não eu mesma.
Depois de um certo tempo, aprendi que nem sempre preciso ser simpática nem amável, não preciso concordar, não preciso ser que não quero. Não preciso dizer sim, não devo me machucar por algo que não quero.
Depois de um certo tempo comecei a ver que nem todos os amigos são realmente amigos. Descobri que muitos “amigos” apenas são seus amigos quando lhes convem. E, depois de um certo tempo, aprendi a descartar esses “amigos” sem perder um minuto de sono por isso.
Depois de um certo tempo aprendi que o amor só é possível se houver dedicação. Aprendi que por mais que eu deseje, as pessoas que eu amo nem sempre estarão perto de mim. E por mais que eu não queria sentir a dor da saudade, ela vai apertar meu peito, dia após dia, noite após noite.
Deixei de me preocupar se minha pele está bronzeada, se meu cabelo está na moda, se vou aos bares do momento, se tenho mais amigos do que consigo contar duas mãos... Comecei a meu preocupar com a saúde dos meus pais e dos meus irmãos. Comecei a me preocupar com o bem estar dos que amo. Comecei a procurar por amigos verdadeiros, que estejam comigo não só quando estou sorrindo – mas principalmente quando estou chorando.
Comecei a me preocupar se sou a filha que meus pais merecem, se sou a mulher que meu amor quer, se sou a amiga, irmã, companheira, confidente que as pessoas que amo querem. Comecei a me preocupar com o que é realmente importante.
Depois de um certo tempo eu me libertei. E me liberto mais a cada dia. Não foi em um momento que tudo mudou. Muda a cada dia, eu mudo a cada dia, eu me liberto mais e mais a cada dia. Porque quero que, a cada dia, eu seja melhor. Uma pessoa melhor. Uma amiga melhor. Um amor, uma filha, uma irmã, uma madrasta, uma nora, uma prima, uma sobrinha... melhor! Nem mais nem menos do que antes ou do que os outros. Apenas... melhor!


Escrito por Sardas às 13h27
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Pensando alto

É possível amar sem estar apaixonado. É possível chorar sem deixar nenhuma lágrima cair. É, sim, possível sentir-se só mesmo com muitas pessoas ao redor. E é possível não ser feliz mesmo que todas as estatísticas e possibilidades apontem o contrário. Não é possível ser feliz só porquê se quer. A felicidade não é intrínseca a uma vontade. Não basta querer ser feliz. Não basta querer amar, querer ter amigos, não basta sentir carinho para tê-lo. Nem todos os caminhos apontam para a mesma direção. Ao contrário. O difícil da vida talvez seja justamente não escorregar nas vielas que nos levam ao lado oposto do que esperávamos.



Escrito por Sardas às 17h44
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Pensamentos sobre o ano

Esse ano eu chorei. Muito. Muito mais do que jamais poderia querer.
Este ano eu senti saudades. De uma maneira tão forte que às vezes parecia que eu não iria suportar. Senti saudades dos meus pais, dos meus irmãos e sobrinhos, dos meus amigos, da minha terra, do cheiro da chuva molhando a grama na Redenção, senti saudades do barulho dos aviões passando por cima da casa dos meus pais, senti saudades da família reunida, do almoço de domingo, das discussões, das alegrias, até dos problemas.
Esse ano eu me arrependi de muitas coisas, especialmente de algumas decisões que eu tomei. Da maioria delas não pude voltar atrás. Nem consertar. É muito ruim ter que se conformar com aquilo que você não pode mudar. Mas às vezes é só o que resta.
Nesse ano eu me decepcionei com algumas pessoas. Não muitas, é verdade. Não sei se as pessoas melhoraram ou eu é que fiquei mais calejada e talvez até mais incrédula de que as pessoas possam me surpreender positivamente.
O bom é que nesse ano eu pude ver várias vezes os meus pais, os meus irmãos, os meus sobrinhos, a minha terra. Não pude ver meus amigos tanto quanto gostaria. Nem fui à Redenção, nem ouvi aviões cruzando os céus sobre a casa dos meus pais. Mas eu estive lá. Aspirei o cheiro da minha terra. Chorei fazendo isso. E sorri fazendo isso. E rezei para que um dia eu volte a fazer isso, todos os dias e não só periodicamente.
O bom é que neste ano eu sorri. Muitas e muitas vezes. E não foram sorrisos amarelos. Esses, eu não me forço mais a vestir. Eu sorri e ri e gargalhei verdadeiramente. Tive bons momentos. E agradeço por isso.
Eu superei várias dificuldades, medos e problemas neste ano. Acho que estou mais forte, física e espiritualmente.
Este ano eu entrei pela primeira vez numa sala de cirurgia. E saí bem, muito bem. Graças a Deus.
Este ano eu fiz novas amizades.
Agora, neste finalzinho de ano, faço novas promessas para o novo ano que não sei se conseguirei cumprir. Mas penso nelas com esperança. Quero ser mais ativa em 2008. Fazer esportes, ser muito menos sedentária, emagrecer, comer melhor, dormir melhor, amar mais, chorar menos.
Esse ano eu escrevi poesias e pensei em publicá-las. Mas não fiz nenhum movimento neste sentido. E não sei porque. Mas isso não me incomoda.
Esse ano eu viajei à trabalho e foi muito legal. Conheci pessoas, lugares, me desafiei. Me superei em alguns momentos, me decepcionei em outros. Mas sobrevivi, o que é mais importante.
Esse ano eu quis mudar tudo e não tive coragem. Ainda quero mudar tudo mas ainda não tenho coragem.
Esse ano eu me senti sozinha, mesmo rodeada de gente.
Esse ano eu chorei. Eu sorri. Eu amei. Eu me desencantei. Me decepcionei. Acreditei e fui enganada. Quis e não consegui. Às vezes consegui. Esperei e dei com os burros n´água. Esse ano eu fui feliz. E que venha o próximo!! 



Escrito por Sardas às 15h37
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Quem sou eu...

Não é difícil me conhecer. Posso parecer chata, mas não sou. Posso parecer meio doida, e acho que sou. Não sou ciumenta nem possessiva. Mas me preocupo se os que amo estão bem. Aliás, amo muito. Minha linda família, o homem que escolhi pra dividir essa louca, louca vida... Eu aviso: não vivo sem música, chocolate e risada. Me sinto uma fraca quando sinto dor. E eu sinto dor. Física e, principalmente, no coração. Acredito no amor. E também acredito que ele acaba. Adoro comprar sapatos. Odeio quando colocam limão na coca-cola (quem disse que eu quero?). Adoro juntar roupas usadas e doar. Detesto arrumar as minhas gavetas.
Sou levemente organizada. A bagunça só está dentro da minha cabeça. Adoro ter o nome que tenho. Amo ter a família que tenho. Adoro o lar que construí. Adoro ter os amigos que tenho (especialmente os que estão longe, mas que nunca esqueço). Amo sentar na beira do mar, à tardinha, olhando a praia, sentindo a maresia, me sentindo viva. Quero manter vivas as memórias que tenho das pessoas realmente especiais. E esquecer o que é fútil, desnecessário, pequeno, vazio. Preciso, com todas as minhas forças, morar perto do mar. Um dia irei. Não admito mentira. Eu queria saber tocar piano. Eu queria saber dizer não sem me sentir culpada. Eu queria ter os que amo sempre perto de mim. Eu queria que Mc Donald´s e pizza não engordassem. Eu queria derrubar tabus. Não sei viver sem ler jornais. Amo ir ao cinema. Não tenho mais paciência com gente que não saber o que quer. Quero ter um cachorro com o nome de Godofredo. E um coelho chamado Zig. Adoro cachorros. Adoro bichos. Odeio quem maltrata bichos. Me chame pra comer pizza, tomar cerveja e me faça dar boas risadas que me terás como amiga de infância. Odeio falta de educação. Eu adoro o que faço - mas queria ganhar mais e ser mais valorizada. Talvez eu seria feliz se tivesse feito medicina. Não sei. Mas a dúvida não me maltrata. Eu queria ser menos egoísta e ajudar mais gente. Eu queria que todos tivessem fé e acreditassem em Deus. Eu não gosto de gente que humilha os outros. Adoro viajar. Quero ainda conhecer o Japão, o Havaí e o Egito. Não sei se quero ter filhos. Mas se os tiver, quero dar a eles o maior amor que eu puder. Quero ensiná-los a amar a Deus, a respeitar as pessoas, a serem boa gente. Quero envelhecer ao lado de alguém que me ame verdadeiramente - ou então é melhor ficar sozinha. Adoro Ouro Branco, Sonho de Valsa e, especialmente, Serenata de Amor. Tenho TPM, e detesto quem acha que TPM é frescura de mulher. Não é! Gostaria muito de ganhar uma festa surpresa. São poucas as pessoas que ultimamente me surpreendem positivamente. A maioria me decepciona. Não me preocupo com rugas, só com a minha saúde. Não quero saber se todos me amam, quero amar verdadeiramente quem merece. Não sei se com tudo isso você vai entender quem eu sou. Provavelmente não. Até porque nem eu mesma sei direito. O que posso garantir é que sou verdadeira, chorona, alegre, saudosa, carinhosa, feliz e muito, muito louca.



Escrito por Sardas às 15h53
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Passado

Onde está o motivo que justifique essa saudade? Onde está a razão que me faz ficar. Onde está a motivação para que eu não abandone tudo e saia? Onde? Apenas encontro força em mim, na minha teimosia e principalmente no meu medo. Muito já foi conquistado para que seja jogado à lata do lixo, assim, do nada. Não. Não é assim que funciona. É preciso ter um plano. Então porque eu não fiz um plano antes de decidir-me por mudar uma vida que ia tão bem? Porque eu não tracei uma estratégia quando estava prestes a abandonar uma vida que sempre gostei? Eu não deixei para trás coisas ruins. Ao contrário. Deixei para trás amor, amizade, respeito, carinho... Não deixei para trás inimizades. Não deixei para trás fracassos. Não abandonei o que era ruim. Eu fui atrás de algo que poderia ser melhor. E hoje vejo que o que deixei é que era o melhor. Sem dúvida. Mas essa outra vida está em outra dimensão. Uma dimensão que nem com toda a força do mundo eu jamais poderia alcançar. Chama-se passado.



Escrito por Sardas às 13h17
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Olá, beco sem saída

O famoso beco sem saída. Eu o encontrei. Está aqui, ao meu lado. Eu o sinto em todos os minutos do meu dia. Eu o vejo, sem metáforas.
Eu o encontrei porque em um determinado momento da vida - que julguei o apropriado e hoje vejo não ter sido - eu tomei uma decisão. Se foi certa ou errada, jamais eu vou saber. O fato é que ela me levou a uma nova vida. Infinitamente mais difícil. E da qual não sei como sair. Não sei, simplesmente não sei. Alguns talvez falariam: "Ora, é simples. Apenas saia."  Não, não é simples. Não, não dá pra simplesmente sair, abandonar, deixar para trás. O que deixo - deixaria - para trás é muito. Muito grande, muito importante, muito valioso. Mas as coisas das quais sinto falta talvez sejam incomensuravelmente maiores. Mais importantes, mais valiosas. O que sei é que são diferentes.
Ah, beco sem saída. O que farei contigo?



Escrito por Sardas às 12h58
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Volto

Volto. Não sei se é um retorno pra valer ou apenas uma chama, um resquício. Mas volto. Talvez de forma fugaz, não sei, não me preocupo. Volto, sim, com novas e antigas idéias. Com novas e antigas tristezas. Também alegrias, porque nem só de choro é feita a vida. A minha vida. A vida. Volto pensando nas incoerências da vida. Volto porque dia desses um pensamento extrapolou seus limites, transformou-se primeiro em lágrima e agora em letras em um blog. Volto porque me é impossível guardar só na mente a constatação (óbvia, eu sei, mas que quando nos atinge pra valer, dói) de que somos finitos. Pensei nos que amo e que já não são mais tão novinhos. A vitalidade dessas pessoas jamais voltará. Podem ser sagazes, altivos, libertárias, emancipacionistas, livres, podem ser tudo, mas algumas coisas apenas em seu espírito. Não aguentam mais longas viagens. Não suportam mais desvarios juvenis. Não podem repetir muito do que já fizeram. O corpo batalha com a mente. E isso me dói. Dói ver que daqui a uns anos estarei sozinha. Não terei mais os amores da minha vida que, mesmo longe de mim atualmente, me inspiram, me enchem de orgulho, de respeito, de amor. Ah, porque fui pensar nisso? Minha volta acabou sendo melancólica. Mas a vida é assim. A minha volta só repetiu a minha vida. Enfim. Volto. Mas não esperem um retorno triunfal. Longos textos, várias divagações. Não sei o que virá. Nem do meu blog, nem da minha vida. 



Escrito por Sardas às 12h35
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Ah, cansei

Não quero mais brincar de blog. Fui...



Escrito por Sardas às 08h31
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Uma certeza

Amor, para ser duradouro, só quando for incondicional!



Escrito por Sardas às 17h24
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Como deve ser uma declaração de amor

Declarações de amor têm que ter pegada. Sim, pegada. Elas têm que ter a marca e a cara do declarante. Porque senão soam falsas. Elas são simples de fazer, quando ainda estão nas nossas cabecinhas. Mas colocar no papel ou desembuchar frente a frente com o amado... Ai.
Declarações de amor têm que ser lúdicas sem ser bregas. Não podem rimar, não podem suscitar dupla interpretação, não podem deixar margens às dúvidas.
Declarações de amor têm que falar, sim, de amor e de sentimento, sem pudores, sem meias-palavras, sem censuras mas também sem sandices, porque ninguém quer um amor louco (no sentido ruim da palavra louco).
Declarações de amor podem ser feitas em apenas uma frase. Ou não. Afinal, quem disse, quem decretou que declarações de amor só podem ser feitas em forma impressa? Flores são declarações de um belo amor. E nem exigem palavras rebuscadas. Abrir a porta do carro para a mulher amada... quer melhor declaração de, se não for amor, pelo menos apreço? Um telefonema despretensioso apenas para saber se a dor de cabeça cessou, se os problemas no trabalho amainaram, a tristeza diminuiu, a saudade deu uma trégua, sim, são declarações de amor.
Nem tudo se resume a palavras, apenas. Se bem que um EU TE AMO sempre é bem-vindo. Seja escrito em um blog, seja dedilhado em um violão, seja gritado de dentro de um ônibus em movimento, seja simplesmente rabiscado em um guardanapo sujo de bar, seja sussurrado no ouvido durante uma palestra, seja através de uma troca de olhares que tão cedo não sairá da cabeça.



Escrito por Sardas às 11h11
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Eu tenho pressa

Eu não tenho calma para esperar placidamente por aquilo que a vida pode me traz. Eu tenho medo de não ter tempo de viver tudo o que quero, o que sonho. Eu quero viver em uma casa com cachorros, de frente para o mar, com todos os que amo perto de mim. Eu quero ver lugares bonitos, eu quero conhecer pessoas interessantes, eu quero dançar, quero cantar, talvez um dia aprender a me equilibrar sobre uma prancha de surf. Eu quero aprender a administrar meus medos, para que a noite seja apenas escura na aparência. Eu preciso aprender a sofrer menos e entender que nem tudo o que hoje me machuca vai continuar por muito tempo. E que a dor só é vencida completamente quando alguém segurar a minha mão. Eu quero ser mais tolerante, menos impaciente, mais alegre. Mas eu tenho pressa. Pressa de viver. Parece que por mais que eu inspire, nunca é suficiente o ar que inunda a minha vida.



Escrito por Sardas às 09h30
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Feliz Ano Novo

Eu sei que pareço uma criatura sem coração! Não mando cartão de Natal nem de Ano Novo. Raramente mando torpedos desejando que o Natal seja luminoso e que o Ano Novo seja repleto de realizações. Nunca ligo para dizer o quanto vocês foram importantes no ano que passou e o quanto quero que continuem presentes na minha vida nos próximos anos. Sim, eu sou uma pessoa desalmada, praticamente o Grinch. Mas isso não quer dizer que não tenho todos esses desejos de menina boazinha no coração. Quero imensamente que vocês todos, sem exceção, sejam cada vez mais felizes.
Que continuem meus amigos. Que continuem me aturando. Que continuem saudáveis. Que tenham paz, que tenham alegria, que conservem suas amizades, seus empregos, sua sanidade mental (rsrsrs), seus amores e esperanças, que aqueçam seus corações com belas palavras, belos entardeceres, bons sentimentos, grandes alegrias. Desejo que vocês tenham o que desejam, simplesmente na medida do ideal, para que a vida lhes sorria não só nos próximos 365 dias, mas por toda a sua existência.
Perdoem essa criatura aparentemente sem coração. Acreditem. Ele está aqui, batendo por todos vocês, sempre.

Feliz 2007!!!!



Escrito por Sardas às 16h52
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Eu, apenas eu

Quando amo de verdade, mostro a minha alegria como se fosse alegoria.
Se apaixonada estiver, então corro feito louca pelos corredores do meu cérebro, tentando não esbarrar nos desavisados neurônios em depressão.
Sou verdadeira, expulso os sentimentos do meu coração, sejam eles quais forem.
Não sei esconder. Nem tristeza nem alegria. Tento não dar esporro em quem não tem nada a ver com a minha tristeza. Mas quero sempre incluir os que amo nas minhas alegrias.
Não sei se sou única. Por vezes, sou comum. Em outras, estranha. Bem humorada, cara amarrada. Sou várias - não confunda com duas caras - mas bem resolvida.
Quando me decepciono, choro.
Quando perco alguém - para a vida ou para a morte -, choro.
Quando sinto saudades, choro. Muito. Sempre.
Quanto estou feliz, gargalho. Corro à mesa do bar, reúno os amigos, canto, danço, me embalo e embriago nesse sentimento.
Sou cheia de erros, que tento consertar. Busco os acertos, muitas vezes sem sucesso. Me decepciono comigo mesma, me emburro e deixo de falar sozinha, para não ter diálogo com essa que me magoou.
Não perco minha metade moleca, gosto de correr na chuva, comer brigadeiro de colher, sentar no colo, chorar escondida atirada na cama.
Manipulo minha metade mulher, para não ser fatal demais, nem insossa por excelência.
Brigo com os cabelos, os pés, as sardas, as lágrimas.
Consumo exageradamente oxigênio e adrenalina.
Me inspiro em fatos isolados.
Não morro mais de amores, talvez só de saudades.
Não quero mais algo pequeno, virei exigente quando amadureci.
Não quero ser uma, quero ser A.
Deixei de me preocupar com o que os outros pensam já há tempos.
Continuo me preocupando todos os dias com aqueles que amo.
Esqueci aniversários, recadinhos de amor, botei fora cartas, e-mails e cartões. Mas não esqueci o principal: que sozinha, não sou eu. Só sou eu com os que amo.



Escrito por Sardas às 20h00
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Meu querido Papai Noel

Eu sei que eu fui uma boa menina esse ano. Às vezes um pouco chorona demais, tudo bem, mas daí é compreensível, né velhinho? Tu já deves ter sentido saudade das tuas renas, ou então da tua casa lá no Pólo Norte, não é? Então tu me entende. Tirando isso, eu fui bacana. Tá certo que dei alguns esporros no trabalho, mas até acho que poderia (e deveria) ter dado mais. Tá certo que eu não fui tão solidária quanto deveria. Nem disse eu te amo suficientemente aos que amo. Tá certo que nem sempre deixei claro aos meus amigos o quanto eles são importantes pra mim. E tá certo também que engoli vários sapos por não ter dito o que realmente e verdadeiramente pensava, e isso acabou me fazendo mal (ou seja, fui uma menina má para mim mesma, tonta). Tá certo que tive vários, veja bem, vários pensamentos ruins. E desejei o mal (que coisa feia, tu deves estar pensando). Tá certo que eu não me preocupei, tanto quanto deveria, com os problemas dos meus amigos. Nem ofereci minha ajuda tanto quanto eles precisariam. Eu sei que eu deveria ter me entristecido mais por ver tanta injustiça, tanta dor, tanta maldade, tanta gente vivendo mal e porcamente. Eu sei que eu deveria ter tentado fazer algo em favor daqueles que têm menos do que eu. Mas não fiz. Fui egoísta, pensei muito em mim, me preocupei demais comigo, com meus problemas, com minhas tristezas e desilusões. Olhei demais para o meu umbigo, quando deveria ter aberto os olhos para a dor alheia. Eu deveria ter agradecido mais a Deus por me dar tantas coisas boas. Parece que eu só vi as ruins. Não é verdade. Eu sei que sou abençoada. O problema é se dar conta disso e agradecer. Eu sou humana, queridíssimo Noel. Infelizmente. Às vezes queria ser uma das tuas renas, para rodar o mundo levando alegria. Mas não sou. Sou alguém que erra todos os dias. Eu errei bastante em 2006. Tomara que isso não pese demais na tua decisão na hora de trazer meu presente. Mas, veja bem, eu também fui querida. Eu sei disso. E por isso te mando a minha listinha de Natal. É por ordem de importância, então tente priorizar os pedidos do topo, ok? E não me venha com vale-CD, ou qualquer outro vale (não deve ser tão difícil assim comprar um lança-chamas e uma capa de invisibilidade). E nem inventa de não me esperar na noite do Natal, tá? Quero puxar muito a tua barba, e dar uns beijões estaladões nessas tuas bochechas rosas.
Te amo, Santa Klaus.



Escrito por Sardas às 17h20
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Meu desejo

O que quero para você é apenas a tão sonhada felicidade. Longe ou perto de mim. Seja como for, com quem for. O que desejo para você é que não precises mais cruzar com crianças pedindo esmolas em sinaleiras. Que não precises mais amedrontar-se com a possibilidade sempre real de sofrer um sequestro relâmpago, um assalto à mão armada, ou qualquer outra violência. Que não precises mais temer olhar seu saldo bancário. Que não precise mais temer um infarto. E que não tenha medo de expressar a sua alegria.
O que quero para você é a supremacia da vitória. O que quero para você é que o sorriso nunca te abandone. Que a paz seja tua companheira. Que os amigos sejam cada vez mais amigos. Que o teu coração não se rompa de amores. Que teus olhos se inebriem com os mais belos entardeceres, que tu sintas o melhor dos perfumes, degustes a melhor comida, viva, ame, seja feliz.



Escrito por Sardas às 14h48
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Amigos fogem

A dor nos mostra várias faces. De nós mesmos e dos que nos rodeiam. A dor expõe a cara real de cada um. Mostra que nem todos aguentam você quando você sofre. Porque quando você sofre, você não é mais aquele amigo divertido, leve, engraçado... E aí, você passa a ser um peso. Passa a ser uma conversa chata. Monótona. Sem graça. E aí, quando você mais precisa, os amigos somem. Felizmente ficam alguns, que te ajudam a vencer a dor. Mas muitos fogem. Querem compartilhar só os momentos bons. Só quando você é alegre. Só quando você traz coisas boas à amizade. Porém, o mais importante disto tudo é ver que estes amigos que fogem nunca foram realmente amigos. Porque amigos, de verdade, estão aí em qualquer momento. Quando você está alegre no churrasco, quando você dança a noite toda numa boate mas principalmente quando você está mal, muito mal. É nessas horas que você mais precisa de amigos. E é justamente nessas horas que você descobre quem eles são. E se surpreende. Muito. Porque muitos que você julgava seus grandes e inesquecíveis amigos se aborrecem sobremaneira com seus choros. Somem. Dão desculpas de muito trabalho, de muito cansaço, de muitas coisas. Somem. E você se surpreende porque descobre que pessoas até então apenas enquadradas na condição de conhecidas mostram-se leais, verdadeiras, amigas, parceiras. E ficam.



Escrito por Sardas às 11h18
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A minha luz

Apaguei as luzes como quem apaga o sentimento vivo dentro do coração. Levemente, meus dedos tocaram o interruptor e a escuridão passou a ser a minha realidade. Desde aquele dia, a luz me é algo distante. Quase inatingível. Por breves instantes me alimento dela, e assim sorrio. Renasço, me alimento, carrego forças como quem prepara infinitas provisões para um longo inverno. E aí tudo se apaga. Desde aquele dia, luto pela luz dentro de mim. Luto para achá-la, resgatá-la, luto para que ela me preencha, luto para que ela não me abandone. Desde aquele dia, o meu riso se modificou. Ser inteira me é tão difícil, ainda que tente, ainda que queira. Desde aquele dia, a dor é maior. A tristeza não passa. Permaneço de olhos abertos na escuridão. Esperando. Que a minha luz volte.



Escrito por Sardas às 13h30
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